Autoridade

Felipe Quirino
8 dez, 2024

Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. (Mt 28.18)

Acompanhando o registro que Marcos faz sobre o ministério de Jesus, percebemos uma progressão nos atos do Mestre, que encontrarão sua culminância na Cruz e posterior ressurreição.

O capítulo 11 do Evangelho segundo Marcos foi reservado para o registro da última semana de Cristo em Jerusalém, antes de sua crucificação. Nessa semana, um evento chamou a atenção de muitos, principalmente dos líderes judeus, a saber: a purificação do templo realizada por Jesus. Estando no templo, ele encerrou os negócios que havia lá. Enquanto virava as mesas dos vendedores, ele dizia: “a minha casa será chamada casa de oração” (Mc 11.15-19).

Tal evento impactante levou os líderes judeus a questionar a autoridade de Cristo para realizar aquelas obras (11.27-33).

Autoridade, essa palavra indica poder, governo e liberdade para exercer domínio; também é utilizada para apontar pessoas portadoras de autoridade governante. A questão é: em nome de quem Jesus faz todas as suas obras? O grupo que questionou o Senhor foi apresentado a diversas ações miraculosas, sinais e prodígios realizados em favor de Israel, ao mesmo tempo em que sabia da admiração crescente no povo ao ver tais atos. Os principais dos judeus não negavam os atos, mas a autoridade de Jesus, quem o homologou.

Possivelmente, o incômodo se deu pelo fato de tudo, até ali, estar em consonância com diversas profecias acerca do Messias prometido. Logo, os atos de Cristo o ligavam indelevelmente ao Ungido de Deus, que estabeleceria para sempre o trono de Davi.

O Messias chegou! Mas os fariseus, escribas, principais sacerdotes e anciãos o rejeitaram. Tempos antes, alguns enviados de Jerusalém tentaram enganar o povo, dizendo que sua autoridade derivava do maioral dos demônios (Mc 3.22).

O Messias chegou! E o povo se maravilhava com sua autoridade, crendo nele e renovando a esperança da libertação de Israel. Cristo demonstrou que tinha autoridade para ensinar (1.22), para perdoar pecados (2.10), para curar (2.11), sobre espíritos imundos (3.15), para entregar a vida e para reavê-la (Jo 10.17-18).

O que ocorre quando os líderes judeus questionam a autoridade de Jesus, é a rejeição completa do seu governo sobre eles.

O Senhor Jesus, então, lança um questionamento a eles sobre a autoridade do batismo de João, o Batista, e a reação deles demonstra que sua rejeição à autoridade divina os fez interpretar todos os acontecimentos de forma terrena, humana, considerando a irreal autoridade que pensavam ter diante do povo e, por isso, foram levados a não responder a indagação de Cristo, pois eles temiam mais perder o povo do que qualquer outra coisa.

Não há meio termo. Se você não reconhece, você rejeita e, se rejeita, colocou outra coisa ou pessoa na posição de autoridade.

Dessa mesma forma, todos os homens estão diante de Jesus, ou numa relação de adoração, ou em rejeição completa.

Jesus Cristo é a autoridade sobre nós. Nosso desejo por autonomia e nosso orgulho podem nos levar à busca por livrar-nos do Senhor, questionando seu governo e obras. Não podemos rejeite a autoridade de Cristo sobre nossa vida.
Cristo é eterno, sua autoridade é eterna.

Jesus Cristo é a autoridade suprema sobre tudo e sobre todos. Sob sua autoridade, anunciamos ao mundo que ele é o Senhor de todos e que tem poder para salvar muitos do inferno, dando-lhes vida eterna. Ainda hoje vivemos debaixo dessa autoridade. Ele é a pedra angular de um edifício belíssimo edificado por Deus, a Igreja.

A quem você serve? Em nome de quem você vive?